ESCRITÓRIO NOTURNOTHE MAJORNECRONAUTA - O ALMANAQUE DOS MORTOSMSP - NOVOS 50

Como se constroem as notícias

ou “bons motivos pra voltar a anular o voto”. tente ler até o fim, se tiver estômago:

Íntegra da reportagem de Marina Amaral publicada na edição especial “Corrupção” (out/2005), da revista Caros Amigos – gentilmente enviada
ao Observatório da Imprensa pela autora; texto citado no programa
Observatório da Imprensa na TV (nº 349, 18/10/05) pela professora
Marilena Chaui, em sua análise sobre os processos de construção da
notícia. Intertítulos da redação do OI.

Bairro de elite de uma grande cidade brasileira. Convite para almoço.
O apartamento, decorado com obras de arte verdadeiras, é sofisticado e
aconchegante, como a mesa farta a cargo da cozinheira com muitos anos
de casa. A conversa não fica atrás: o assunto é política, temperada
com sexo, dinheiro, negócios escusos, traição. Basta lançar o nome de
um rico ou poderoso no ar e a ficha vem no ato: “Fulano? Esse começou
a vida em tal lugar etc. e tal”.

Nosso homem respira e transpira informação. “Tudo em off”, ele avisa
no começo da conversa, condição de sobrevivência para o tipo de
trabalho que faz. Sua especialidade: “Gerenciador de crises, assessor
de imprensa, lobista”, diz, o que na prática significa produzir
notícias do interesse de seus clientes, políticos e empresários (às
vezes representados por escritórios de advocacia ou agências de
publicidade) que buscam projeção ou reversão de prejuízos causados por
denúncias na mídia.

“A informação é a moeda de troca”

Ele explica que a função do lobista que atua na imprensa é influenciar
jornalistas à imagem e semelhança dos lobistas contratados para
trabalhar no Congresso, esses com a missão de “sensibilizar”
parlamentares. Também há pontos comuns entre seu trabalho e o do
assessor de imprensa convencional, a principal diferença está no modo
como atua: em vez de mandar releases e disparar telefonemas
burocráticos, o lobista da comunicação se converte em “fonte” dos
jornalistas, oferecendo notícias, dando a “ficha” de personalidades
emergentes na imprensa, repassando as últimas sobre o assunto em voga.
A reputação de homem bem-informado que sempre tem algo a oferecer aos
jornalistas é a alma do negócio.

“Toda fonte é lobista e todo lobby envolve dinheiro”, afirma,
referindo-se aos que, como ele, são consultados diariamente pelos
jornalistas e colunistas em busca de novidade. “A fonte passa
informações porque é a melhor maneira de interferir nas notícias,
esteja ela a serviço dos interesses de seus clientes ou de seus
próprios negócios. Os maiores lobistas são os políticos. Os senadores
Jorge Bornhausen e Antônio Carlos Magalhães, por exemplo, que estão
entre as grandes fontes dos jornalistas políticos brasileiros, têm
interesses empresariais, não apenas políticos. O Bornhausen é lobista
da Febraban, o ACM defende suas empreiteiras, suas construtoras.”

“E os jornalistas confiam no que eles dizem?” Ele dá sua explicação:
“A informação é a moeda de troca com o jornalista. A fonte não pode
mentir nem passar notícias não comprovadas sem deixar claro que não
tem certeza do que está dizendo, e o jornalista jamais pode revelar a
fonte. É uma relação de confiança mútua. Há coisas que não há como
checar, uma pista falsa pode atrasar muito uma matéria, têm de confiar
e pronto. E eles conhecem os interesses das fontes, publicam também os
assuntos que sugerimos. Mas não há nada de errado nisso, porque as
fontes com credibilidade passam informações verdadeiras e que
realmente são notícia. O lobista, como o jornalista, tem a vertigem da
notícia”. “Sempre é assim?”, insisto. Ele responde: “Todo jornalista
um dia vai ouvir da fonte: Eu preciso que você me faça um favor . Isso
significa que a fonte precisa “plantar” uma nota, que pode ser uma
meia-verdade ou quase uma inverdade, e aí cabe ao jornalista decidir o
que faz”.

“CPI é que nem suruba”

A maioria dos lobistas trabalha em parceria com as colunas de política
de Brasília, de gente como o ex-secretário de Comunicação de Collor, o
jornalista Cláudio Humberto, ou ex-publicitários como Ucho Haddad e
Giba Um. Aqueles que têm maior “sintonia” com a fonte recebem de
presente as notas mais quentes, aquelas que antecipam escândalos e dão
peso às colunas, que atuam na fronteira entre o boato e a informação.
Algumas são escritas em linguagem cifrada com o objetivo de “avisar”
políticos e empresários de que tem gente na “cola” deles, o que quase
sempre significa emprego para mais um lobista, encarregado de
“desaparecer” com a informação antes que ela ganhe as colunas
políticas e sociais dos jornais, de maior credibilidade.

“Eu leio jornal e sei direitinho quem está trabalhando pra quem, quem
está plantando contra quem. Um dos piores erros do PT foi a plantação
de notícias de um dirigente contra outro, abriram o flanco para a
mídia, acreditaram que tinham na mão gente que eles não controlam de
fato”, diz nosso homem, que incluiu também a Internet entre suas
ferramentas de trabalho. Todos os dias, ele envia e-mails com
informações que favorecem seus clientes a 90.000 endereços usando
remetentes frios e provedores de fora do Brasil. “E isso funciona?”
“Faz um barulho danado”, ele responde, explicando que compensa a falta
de credibilidade do anonimato postando apenas “as matérias que já
consegui publicar em veículos respeitados”.

Enquanto conversamos, o celular toca sem parar. Colunistas políticos,
repórteres da grande imprensa, clientes ou amigos interessados no
desenrolar do escândalo do “mensalão” são recebidos com a piada sobre
os três ternos que o vice Alencar mandou fazer (um preto, para o caso
de suicídio do presidente, um azul-marinho, para posse, e um cinza,
para o primeiro dia de trabalho). Aos colunistas, ele passa notas
quase prontas; aos repórteres dos jornais e das semanais indica fontes
dispostas a botar lenha na fogueira – a amante de fulano, a secretária
de sicrano, a ex-mulher de beltrano. Também dá dicas de histórias que,
garante, valem uma checagem: a sugestão do dia é investigar uma
empresa de informática que o filho do presidente abriu no Brás,
assunto que apareceria na mídia três semanas depois. Aos clientes,
alguns de capitais distantes, reserva a análise de conjuntura
antecipada pela piada dos ternos de Alencar: “Sim, o presidente Lula
vai cair”. Seguido da explicação: “CPI é que nem suruba, depois que
começa, ninguém controla”.

“Todo governo é corrupto”

Se depender dele, a suruba continua. Para quem vive de informação,
como bem sabem os donos das empresas de comunicação, escândalos e
campanhas eleitorais são os grandes momentos de ganhar dinheiro tanto
pelo que se divulga como pelo que se deixa de divulgar. Também é um
ambiente favorável para abafar outros escândalos e relevar pecadilhos
como sonegação de impostos, concorrência desleal, e outros tormentos
jurídicos. “E como o lobista se informa?”, pergunto, perplexa com a
quantidade de notícias que ele tira da cartola a cada telefonema.

“Depende do meio em que ele circula”, explica. “Eu trabalho
principalmente com o meu círculo de amigos. Entrei na política aos 18
anos, fui assessor parlamentar, secretário de prefeito, fiz muitas
campanhas eleitorais. Você tem idéia de quantos dossiês circulam em
uma campanha eleitoral? Então, as eleições passam e os dossiês ficam,
a gente acaba sabendo de tudo. Também fui assessor de imprensa e
lobista de grandes empresas, venho acumulando informação há décadas.
Conheço todo mundo que interessa, circulo nos lugares certos, levanto
a ficha de qualquer um na hora em que quiser. Sei exatamente para quem
ligar conforme o caso”, diz, sem esconder o orgulho profissional.

E nesse caso? Ele acredita na corrupção do PT? “Todo governo é
corrupto, não há como ganhar eleição sem caixa dois e quem está no
governo faz o caixa no governo, com o dinheiro público que escoa por
três ralos: obras públicas, propaganda e informática. As empreiteiras
tiveram seu auge no governo militar, perderam com as privatizações e a
redução de obras nos últimos anos, e entraram no ramo dos serviços
públicos, daí os escândalos nos contratos de lixo, por exemplo, de
tantas prefeituras. Mas agora o grosso do caixa dois dos partidos vem
dos contratos de publicidade – esse Marcos Valério, por exemplo,
operava para os tucanos mineiros desde 1997. A informática é o filão
mais recente de grandes contratos públicos e está se tornando um
grande formador de caixa. O PT aderiu ao esquema dos contratos de
publicidade superfaturados, das propinas nas estatais, de conseguir
dinheiro nos bancos investindo naqueles que colaboram com o partido a
bolada dos fundos de pensão”, opina. [ sic]

“Os arapongas estão assanhados”

Mais uma ligação, mas dessa vez nosso homem não passa informação,
recebe. A fonte é o repórter de uma revista semanal envolvido em
polêmica entrevista com aquela que seria apresentada como
testemunha-chave da CPI dos Correios. No próximo telefonema, a
informação recebida segue seu caminho, repassada a outro jornalista:
“Sim, a testemunha vai confirmar, não tem outro jeito, as três fitas
gravadas com a entrevista estão no cofre da editora há nove meses, se
o repórter for convocado a depor, as fitas serão entregues aos membros
da CPI”.

O que pode parecer um vazamento de informação é na verdade prestação
de serviço a dois amigos: o que fez a entrevista – cuja autenticidade
vinha sendo questionada pelo longo tempo em que ficou “na gaveta” e
por ter sido desmentida anteriormente pela entrevistada – e o que
recebeu a notícia, aparentemente em primeira mão. Pergunto quanto do
seu trabalho é pago, já que perde tanto tempo fazendo favores aos
amigos. “Noventa por cento”, revela para em seguida corrigir, com
humor: “Agora, o percentual caiu, porque não estou ganhando nada para
ajudar a derrubar o governo, é trabalho voluntário”.

* * *

Foi na segunda visita que fiz a seu apartamento, já com a CPI dos
Correios a pleno vapor, que ele me mostrou até onde ia seu empenho
como “voluntário”. Com a televisão ligada no depoimento de um dos
acusados de operar o “esquema do mensalão”, ele se comunicava com
alguém que estava na CPI através de um de seus três celulares. “Os
arapongas estão assanhados, a Polícia Federal também, um dos meus
telefones está grampeado”, explica.

“Nada pelos pobres”

Antes de testemunhar mais uma tarde de seu trabalho, peço autorização
para escrever sobre o que presenciei em minha outra visita e perguntar
mais sobre a sua profissão. Explico que, mais do que as informações
sobre o escândalo, o que me interessa é mostrar de que modo circulam
as informações, como os escândalos que caem nas graças da imprensa são
alimentados com tanta rapidez. Ele concorda, desde que sua identidade
seja preservada. Vai até o computador, abre o correio eletrônico e me
chama para ver uma mensagem recém-enviada a um assessor parlamentar de
um deputado da oposição, com quem falava no celular quando cheguei.

Para minha surpresa, é um e-mail enorme, contendo dez perguntas
dirigidas ao sujeito que depõe nesse mesmo momento na CPI,
acompanhadas de detalhes sobre a vida do “alvo” sustentando o
questionário. O patrimônio, os contatos, as viagens de avião
(acompanhadas dos prefixos dos jatos), os nomes que teriam sido
indicados pelo acusado para ocupar cargos públicos, as empresas que
teriam contribuído com o caixa dois, está tudo ali, de bandeja.
“Dinamite pura, hein? Esse governo cai”, comemora.

“E por que derrubar o governo?”, pergunto, começando a duvidar que
tanto empenho seja realmente “voluntário”, como ele diz. A resposta
não poderia ser mais surpreendente vinda de um homem que se declara de
direita e que ganha dinheiro como lobista profissional: “Porque o Lula
foi uma decepção, não fez nada pelos pobres, se vendeu ao FMI”.

“Não estava maduro”

Ele acha graça ao perceber minha expressão de descrença. “Você pode
não acreditar, mas, mesmo sendo de direita, defendo a necessidade de
existir um partido de esquerda, um partido que esteja fora do esquema,
como era o PT antes de assumir o governo. Claro, o PT roubou muito
menos do que os outros governos. Em uma única jogada, o governo
Fernando Henrique ganhou três vezes mais, comprando ações lá fora da
Petrobras, por exemplo, dias antes de comunicar ao mercado a
exploração de mais um campo de petróleo, vendendo os papéis logo
depois de fazer o anúncio oficial da descoberta, o que triplicou o
valor das ações. Cada notícia de que uma estatal seria privatizada era
precedida da mesma operação: o Sérgio Motta anunciava que a empresa
seria leiloada, as ações subiam vertiginosamente, e eles vendiam no
primeiro dia da alta. Nada de tentar ganhar mais e se arriscar ao
flagrante. Os caras sabiam o que faziam. O PT, não, o PT não sabe nem
pode roubar. A esquerda tem de ser franciscana, não pode se corromper,
tem que fazer como os partidos comunistas europeus, administrar as
prefeituras e ser oposição em âmbito federal. Quem quer ser governo
tem de conhecer o esquema, ter aliados reais, cúmplice de muitos
negócios. O PT não sabe nem como operar: imagine esse Delúbio, que é
um caipirão goiano, um sindicalista militante do PT, e esse outro
Silvinho, que não consegue nem falar português decentemente, operando
esquema! Isso aí é coisa pra quem sabe, pra Sarney, ACM, Sérgio Motta.
Estava na cara que eles iam ser apanhados.”

Comento que a imprensa parece escolher sempre a hora de um escândalo
eclodir. Afinal, em setembro do ano passado, o Jornal do Brasil já
havia publicado a história do “mensalão” e a Veja uma matéria falando
das divergências financeiras entre PT e PTB. Por que, a exemplo da
entrevista com a testemunha feita por seu amigo repórter, o escândalo
levou nove meses para explodir? Por que as mesmas informações não
provocaram aquele frenético fluxo de notícias do qual ele faz parte,
como tantas outras “fontes”, lobistas, aquilo que ele chama de
“mercado” da informação?

“Porque o escândalo ainda não estava maduro”, ele diz, um tanto
enigmaticamente. “Veja, no caso Collor foi a mesma coisa, um
jornalista de uma revista semanal já havia seguido o PC, antecipado
tudo que se diria depois, publicado a matéria, e mesmo assim o caso só
ganhou força com a entrevista do Pedro Collor, seis meses depois. Era
o momento de o Collor cair, já não interessava mais mantê-lo ali.”

“Não são movidos a propina”

“Não interessava a quem?”, insisto, mesmo sabendo a resposta. “Não
interessava a quem dá as cartas de fato, aos donos do poder, do
dinheiro, do esquema. O governo do PT estava se tornando uma ditadura
pior que a dos milicos, tentou enquadrar a imprensa com aquele
conselho de ética, usa a Polícia Federal para fazer terrorismo,
invadindo escritórios de advocacia, prendendo empresários
trabalhadores por sonegação, por caixa dois, coisa que todo mundo faz
neste país, até porque a carga tributária impede o trabalho cem por
cento honesto”, justifica. “Eles não merecem confiança, são
bolcheviques, roubam para a causa. Claro, tem gente ganhando pra si
também, mas não é essa a cabeça deles, pensam que estão acima do bem e
do mal, que têm o monopólio da ética. São arrogantes, tratam todo
mundo como se fossem melhores do que os outros, só podia acontecer
isso mesmo”, comenta.

Antes de me despedir, uma pergunta: “Você disse que lobby sempre
envolve dinheiro. E no caso dos jornalistas isso não rola?”

Ele defende os companheiros de trabalho: “Hoje em dia é muito raro, os
jornalistas são sérios, o que querem é informação. Claro, um colunista
que tem o patrocínio de determinada empresa não vai escrever contra
ela, assim como os donos de jornais e revistas têm suas preferências
políticas. Não são movidos a propina, mas têm seus aliados. No governo
FHC houve uma quantidade enorme de escândalos abafados”.

“Pode anotar, o Lula já era”

Vai até uma gaveta, tira uns papéis e empilha na mesa. “Olha, tudo
isso aqui me foi entregue na última campanha por um político do PFL”,
conta. Dou uma olhada nos papéis. Há denúncias contra o filho de FHC
que teria ganhado dinheiro como lobista durante os governos do pai, um
dossiê contra um ex-ministro que seria sócio oculto de empresas que
atuavam no setor que fiscalizava, documentações de transações
suspeitas envolvendo membros de governos anteriores e empresas
privadas, notícias de desvio de dinheiro que teria sido feito por
familiares e assessores de governantes.

“Isso ficou parado porque o político para quem eu trabalhava não quis
usar, e eu sabia que não interessava à grande imprensa, claramente a
favor dos tucanos”, explica.

Cito o nome de um repórter, apontado como “contratado” de um grande
grupo privado para plantar matérias do interesse do cliente na revista
em que trabalha, cujo dono também é acusado de vender matérias de capa
a empresários em dificuldades. Acrescento que há conversas gravadas e
e-mails por trás das denúncias publicadas por outra revista semanal,
essa fora de seu círculo de relações. Ele afirma ser amigo de ambos os
denunciados e acrescenta, irônico: “Foi nessa revista que saiu? Então
não faz mal. Essa ninguém lê”. Ele sentencia isso, embora a tiragem de
ambas as revistas – denunciada e denunciante – seja praticamente a
mesma.

O telefone toca mais uma vez. Ele pede um momento ao interlocutor, e
me acompanha até a porta. Mas não resiste a antecipar a novidade com
que brindará mais esse jornalista: “Vão pegar a filha do presidente
agora, um contrato dela com uma empresa sustentada por um banco
estadual federalizado. Pode anotar, o Lula já era”.

* * *

Grandes fontes

Os trinta nomes mais quentes da agenda dos colunistas

1) Antoninho Marmo Trevisan, consultor e empresário.
2) Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), advogado.
3) Antônio Carlos Magalhães, BA/DF, senador e empresário.
4) Aristóteles Teles Drummond, RJ/DF, jornalista.
5) Benjamin Steinbruch, SP/DF, empresário.
6) Carlos Brickmann, SP/DF, jornalista.
7) Cláudio Lembo, SP, advogado e vice-governador de São Paulo.
8) Eugênio Staub, SP, empresário.
9) Gilberto Kassab, SP, deputado, vice-prefeito de São Paulo, empresário.
10) Gilberto Mansur, SP, jornalista.
11) Hélio Costa, MG, jornalista, ministro das Comunicações.
12) João Carlos Di Gênio, SP/DF, empresário.
13) Jorge Bornhausen, SC/DF, senador e empresário.
14) Jorge Rosa, DF, jornalista.
15) Jorge Serpa, RJ, empresário.
16) José Carlos Aleluia, BA/DF, deputado.
17) José Carlos Azevedo, DF, ex-reitor da UnB.
18) José Agripino Maia, RN/DF, senador e empresário.
19) José Aparecido de Oliveira, MG/DF, ex-embaixador em Portugal.
20) José Serra, SP, senador, prefeito de São Paulo.
21) Luiz Fernando Artigas, DF, assessor parlamentar.
22) Luiz Fernando Emediato, SP, jornalista.
23) Marco Maciel, PE, ex-vice-presidente, senador.
24) Mário Rosa, DF, jornalista, assessor de imprensa.
25) Mauro Salles, SP, publicitário.
26) Paulo Marinho, RJ/DF, assessor de imprensa.
27) Ruy Nogueira Netto, SP, assessor de imprensa.
28) Silvestre Gorgulho, MG/DF, jornalista.
29) Tão Gomes Pinto, SP/DF, jornalista.
30) Tasso Jereissati, CE/DF, político e empresário.

(*) Marina Amaral é jornalista, editora-executiva da Caros Amigos.
Publicado também no Observatório da Imprensa, em 18/10/2005.

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