ESCRITÓRIO NOTURNOTHE MAJORNECRONAUTA - O ALMANAQUE DOS MORTOSMSP - NOVOS 50

Funcionários Públicos?

Num mercado que se retrai progressivamente, muda o perfil daquela que já foi a mais rentável e autosuficiente área da cultura nacional, a Música Popular Brasileira. Agora, além de não vender discos o bastante para se sustentar, a MPB também faz shows subvencionados pelo governo, ou discos e DVDs. São muitos exemplos. Autora do disco mais vendido de 2005, Perfil (Sony-BMG), a cantora Ana Carolina ainda assim precisou pedir ajuda das leis de incentivo para ir para a estrada no ano passado. Para fazer sua turnê por Rio e São Paulo, Ana Carolina requisitou R$ 843 mil à Lei Rouanet, e conseguiu captar R$ 700 mil. Os ingressos para o seu show custavam em média R$ 120.
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Uma das pré-condições para o investimento do Estado em espetáculos culturais é o critério de democratização do acesso – os ingressos deveriam ser mais baratos. Os exemplos mostram que não é o que acontece. O show de Maria Bethânia custava entre R$ 70 e R$ 140 no Tom Brasil. A Foreign Sound, de Caetano, também no Tom Brasil, tinha ingressos que iam de R$ 40 a R$ 100.

Carlinhos Brown, que protestou no carnaval do ano passado, na frente do camarote do ministro da Cultura, o Expresso 2222, reclamando do “apartheid escroto” que separa o povo da folia, pediu o apoio da Lei Rouanet (R$ 768 mil) para seu Camarote Andante. Não é preciso pagar para acompanhar o trio elétrico de Brown. Mas a maior parte dos trios elétricos do carnaval da Bahia, geralmente caro e cada vez mais elitizado, teria poucos motivos para ser financiada pelo dinheiro público. Grupos como Jammil e Uma Noites, Babado Novo, Vixe Mainha e mesmo o poderoso Bloco Skol d+ recorrem à legislação.

atualização: pequeno comentário [que eu ia postar no blog do Pablo mas não rolou]:

até eu saber maisa respeito, achei revoltante a parada.

quando a iniciativa privada não dá conta [e até antes disso] é papel da iniciativa pública levar cultura ao povo com esse tipo de medida…

mas com ingressos à no mínimo 50 pila [fora os orçamentos superfaturados de cara] os “artistas” entram na dança da ladroagem que os produtores de cinema e as empresas apoiadoras [que em geral já iam dar a grana mesmo, só acabam descontando] já conhecem.

então imagino que esses putos colaboram pra arrecadação essencial do país diminua.

deu nojo.

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