ESCRITÓRIO NOTURNOTHE MAJORNECRONAUTA - O ALMANAQUE DOS MORTOSMSP - NOVOS 50

Pap Fiction | Quentin Tarantino


Pap Fiction | Quentin Tarantino | The Final Cut | Movies | Entertainment Weekly
Tarantino and I are the same age — we were both born in 1963 — so I’m speaking middle-aged guy to middle-aged guy when I say that it’s time to put away childish things. Manic jags of hyperbole about vintage crap start to wear thin once you’re only a couple of Presidential elections away from your AARP years. Guys who love movies — no matter what their age — tend to overrate the films they loved between the ages of, say, 13 and 20, when they were — how to put this politely? — easy to stimulate. Tarantino, who loves movies more than anything else, grabbed on to the bargain-basement genres of the early 1970s — the stuff he wasn’t quite old enough to see when it opened — and he’s never let go.

In 1994, his enthusiasm yielded Pulp Fiction, which felt entirely new — intricately structured but playful, wild in its violence yet able to accommodate a witty line or gesture without seeming to pause, perfectly acted, always surprising, and (despite its title) never simply a gloss on old material. Since then, though, Tarantino seems to have started believing that his own worst qualities are what distinguish him. He’s abandoned what was great about Pulp Fiction (control, impeccable pacing, utter originality, knowing when the characters should stop talking) and decided that what people really want from him is chatty, protracted dialogue scenes, elaborately arch pop-culture references, and ass-kicking action — in other words, easy imitations of his own biggest success.

isso – mais a parte sobre esticar tudo que as referências ao passado – resume todo meu problema com o QT e por que acho que ele de talento promissor virou um picareta que engana jornalistas com preguiça mental e modernetes de fila de salas culturais de cinema.

tô louco pra ver GRINDHOUSE de qualquer forma…

eh um problema mesmo o cara ficar preso ao passado. outro dia eu tava pensando: e se ele for tipo um diretor-dj de remix? o lance do cara eh pegar samples antigos e refazer hoje. só que se ele ficar soh nisso é muito limitado de qualquer forma, mesmo eu compartilhando o amor pelas tranqueiras obscuras dos anos 70.

assim, o que ele tem a oferecer de novo\interessante? o pós-modernismo da referência é um refúgio legal mas pode virar prisão também. eu prefiro quando ele assume esse lance da referência na cara dura – GRINDHOUSE – do que quando mascara tudo com a proposta de um filme com O Novo – KILL BILL [odiei a segunda parte e a proposta em si caiu por terra], que é outro amontoado de referências só.

chega a ser um autismo artístico… eu me preocupo com essas coisas não só como fã de cinema mas como aspirante a roteirista de hq, sabe? é foda se livrar das coisas que pra nós são cool e formaram nosso gosto.

por isso toda banda se parece com alguma quando começa. agora não se livrar da ref é mortal. que o diga o oasis. e quem sabe o tarantino.

agora, o que mata mesmo são os diálogos intermináveis que deixam todos os personagens como versões loiras ou morenas do tarantino: nerds que cospem blablablá sobre iconografia pop como se fossem ratos de loja de HQ ou videolocadora em busca do Cool [nos quadrinhos é o Mark Millar que faz isso]… isso destrói qualquer boa intenção.

link relacionado: Tarantino’ and Rodrigues’ favorite movie posters.

Posts Recentes | Recent Posts:


Comments are closed.


Compre meus livros na Ugra Press: