ESCRITÓRIO NOTURNOTHE MAJORNECRONAUTA - O ALMANAQUE DOS MORTOSMSP - NOVOS 50

sábado à tarde

tô começando a me preparar pra primeira das 4 Popscenes semanais muito loucas de verão de oje mais tarde. gostaria sinceramente que a chuva apocalíptica de fim de tarde em São Paulo fosse contida pela Serra do Mar, mas sempre acabamos com algum rebarba, um chorinho de água, hehe.

[edit: agora ficou mais escuro ainda e a chuva voltou; espero que páre duma vez ou diminua bastante até a noite. assim não dá, Brasilll. parece que o chorinho virou uma choradeira sem dó ¬¬]

até agora aproveitei bem o sábado: li dois gibis e vou acabar de ver um filme que comecei durante a semana mas que não consegui até agora por causa do sono. não gosto de ver filme como se fosse mini-série, mas até que consigo manter o mesmo senso de clima necessário que carrega uma narrativa dessas até o fim.

o filme é o CRUISING – PARCEIROS DA NOITE, que mencionei uns posts abaixo [e imagino como ficaria com a meia hora de cenas ainda mais hardcore que o Friedkin teve de cortar a mando de um censor] e sobreviveu ao teste da memória desenterrada. muito legal ver a transição do visual do finzinho dos anos 70 pro começo dos 80, numa Nova Iorque suja em que bigodudos se perdiam no meio da noite em busca de outros bigodudos, regados à poeira e poppers. no wiki do filme tem várias curiosidades, como a revolta [injusta] que a filmagem provocou na comunidade gay na época e o fato de a trilha ter várias músicas da banda punk Germs.

outro dia eu tava conversando com o Thiago sobre essa subcultura gay do S&M [tratada no filme como subcultura mesmo dentro de um universo maior e não de forma generalizada, o que foi muito bom] que as resenhas do filme dizem não existir mais, mas que hoje podem ser vistas no ponto em que se encontras as culturas hedonistas das barbies e ursos. o fato de as resenhas contarem o final, que eu já tinha esquecido, me fez ver o filme com outros olhos. o que, no caso de uma investigação misteriosa dessas, deixou a coisa até que interessante.

os gibis:GRAVEL #0 é o começo da nova revista mensal do mago-soldado do Warren Ellis visto nas minis STRANGE KISS e derivadas, aqui procurando ver por que foi substituído à revelia numa ordem de magos fodões na Inglaterra. uma espécie de Hellblazer misturado com Justiceiro naquele esquema de investigação na base do interrogatório violento que o Ellis gosta tanto. achei só OK e não chega aos pés da outra série dele, DOKTOR SLEEPLESS [essa comento depois]. curioso que quase tudo autoral agora o Ellis faz pela editora Avatar, que dá a ele liberdade total pra deixar os personagens fumar e permissão pra cenas com muito sangue e tripas. quer dizer, no caso da Avatar isso é muito bem-vindo. a arte tosqueira meio durona é do espanhol Raulo Casares.

FEARLESS #2 é uma mini de super-herói da Image. os roteiristas são Mark Sable e David Roth e a arte do paul J Holden, da 2000AD. o enredo bem simples é sobre o herói cheio de medos que através de uma armadura e droga inventada por seu mentor\paizão\magic negro permite que ele combata o crime sem temer nada – e o que acontece quando tiram essa droga dele. já tinha achado o #1 meio raso e esse #2 saiu meio bagunçado e feito às pressas tanto no roteiro quanto na arte, aqui a estrela do título. e mais uma num estilo meio “animated” que faz tanto sucesso nos títulos mais conhecidos da Image sob a direção do Erik Larsen.

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