ESCRITÓRIO NOTURNOTHE MAJORNECRONAUTA - O ALMANAQUE DOS MORTOSMSP - NOVOS 50

furo na campus party

não demos nenhum furo não. nosso stream ao vivo furou mesmo. eu ia com a Flávia conhecer o evento Campus Party e fazer umas oficinas de produção musical – uma delas com o Ganjaman, a outra sobre software livre – mas compromisos do dia-a-dia nos impediram, ainda mais que estamos vendo apartamento, eu vendo um possível frila novo e outros lances.

no primeiro dia me chateei de não ter ido. estava acompanhando pela tag #cparty do Twitter o que estava rolando e parecia interessante, apesar dos problemas de organização e da falta de uma programação no geral mais interessante. no segundo dia também não conseguimos ir mas não liguei muito.

os problemas de organização no evento continuavam, mas o pessoal não pareceu ligar: muita gente estava mais interessada em aproveitar a conexão gratuita e alguns poucos em socializar dentro ou fora das barracas armadas pra nerdaiada trú dormir. uma lanhouse gigante. ok…

daí pintou esse vídeo do MrManson – ex-rei das pegadinhas sem graça do CocadaBoa e atual publicitário com blog “engraçadinho” no G1 – passando a mão no peito de uma menina que trabalha no Jornal de Debates com a desculpa de ver o que estava escrito em sua camisa no meio de uma entrevista em um livestream. ok, as camisas com perguntas “pertinentes” eram meio bestas. mas…

não foi uma grande pegada nos peitos dela, mas a indignação da menina confirmou que a intenção dos cara metido a engraçado foi das mais folgadas, como sempre. esse lance me lembrou das piores atitudes machistas que dizem rolar esporadicamente na Comicon de San Diego, mas de qualquer forma nunca ouvi falar de um caso desse naipe por lá. se eu fosse namorado da mina e estivesse por ali a coisa não ficava só nisso.

foi a pedra final no caixão a parada pra mim e pra Flávia. resolvemos nem ir no terceiro dia [ela talvez vá hoje ver o set de um DJ mas não sabe ao certo] e fomos cuidar da nossa vida em São Paulo. mesmo com a Avenida Paulista tendo as calçadas trocadas e dificultando o trânsito de pedestres, vou te falar que passamos uns dias bem mais legais [e ensolarados] indo de um lado pro outro do que enfurnados na CecêParty.

pior que a atitude do colunista-blogueiro-”comediante” do G1 [será que tem trampo pra ele no “Pânico na TV”?] foi que a maioria dos que comentaram isso e estavam no evento achou engraçada e OK a atitude do cara. depois reclamam que vai pouca mulher nesse tipo de evento. algumas dessas poucas reclamaram online da falta de diálogo dos caras com elas. acho bem legal os nerds socializarem e não ficarem mais preocupados com a super-conexão disponível; pra ficar sentado o dia inteiro no PC eu fico em casa. parece que no geral foi isso que rolou, o pessoal ainda é meio aleijado-social, quando não autista.

adendo merda-preconceituoso: é bom lembrar que, apesar de sermos todos nerds, tem nerd otaku, nerd de cinema, nerd de música, nerd de HQ ocidental e os nerds de tecnologia\informática [geeks]. é impossível ser só um desses tipos mas posso dizer por experiência própria que os geeks [catiguria da qual também faço parte um pouco] estão entre os mais chatos – se forem nerds mais de tecnologia então, fudeu; qualquer dia falo mais sobre o Mac-Culto.

teve gente que achou que a revista Super-Interessante perdeu a credibilidade por causa deste post em seu blog em que o autor diz nãoter ido à CParty e seus motivos pessoais pra isso. mas quer saber? pra mim o cara da SI tá certo, mesmo com os preconceitos formados por que não foi ao evento. eu também não fui mas na real pouca coisa ali me fez me arrepender de não ter ido. uma pena porque o evento tem potencial pra ser mais do que uma mistura de lanhouse com Fenasoft e recreio de pré-colegial.

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