ESCRITÓRIO NOTURNOTHE MAJORNECRONAUTA - O ALMANAQUE DOS MORTOSMSP - NOVOS 50

o que tenho feito

aviso: mais um post emo. leia por sua conta e risco. como sempre, pra popices vá na Goma que você ganha mais. talvez as popices voltem aqui, talvez não. por hora isso é um emulador de Blogger 1.0 ou Livejournal.

entre as coisas que tenho feito, tenho escrito muito pouco. criado muito pouco no geral. isso tem sido motivo de angústia, mas parece que gosto de sofrer. cada passo que dou em direção à sobrevivência parece me distanciar da satisfação pessoal e artística – que em último caso acho que garantiria sobrevivência em condições muito melhores, mas não consegui achar o caminho em que ambas se cruzassem. pouca prática, provavelvelmente.

eu poderia culpar o contexto: ter nascido num páis tão preocupado em sobreviver [por causa da elite de sempre, desde a época da colonização] que não consome cultura de maneira suficiente pra sustentar um ercado\demanda pelo que crio. mas a gente tem de ir sempre onde a grama é mais verde. minha criação católica prefere culpar a mim mesmo pela falta de disciplina. até porque é isso mesmo. o que se reflete no condicionamento físico também. de dois anos – quando comecei no meuatual trampo – pra cá desenvolvi uma barriguinha de internet ridícula. não é ainda uma barriga de motorista de ônibus mas… não, não quero chegar lá.

não quero chegar também no final da história deste mundo paralelo bizarro em que me sinto vivendo. sabe no DE VOLTA PARA O FUTURO 2 quando o Marty chega em 1985 e está tudo diferente, deu tudo errado na vida dele? pois eh, na maior parte do tempo eu tenho me sentido assim, e sem chegar no pedaço em que o Doc Brown explica que a linha do tempo foi alterada e divergiu pra aquela anomalia em que o vilão venceu e tudo está uma merda.

o tempo não pára, como dizia o poeta Cuzuza, e um dos meus pesadelos recorrentes quando adolescente [q ecoam até hoje] era estar no futuro sem entender nada e tudo estar diferente, mudado sem a minha presença\ação. e tudo pra pior, mais ou menos. minha metáfora pessoal de Rip Van Winkle. deve ser por isso que adoro seguir uma história em determinado momento ver uma passagem dela em um futuro [possível ou não] em que “deu merda”. por essas e outras adorei o Jack barbudo na pior no LOST. mas não é divertido quando ele sou eu [tá, não tomo Oxycontin, mas deu pra entender].

mas não quero mais cair vítima de minhas próprias armadilhas de novo. estou novamente tentando juntar meios de identificar e parar meu Sabotador Pessoal, aquele que no último segundo explode minha ferrovia rumo ao futuro legal que eu sempre quis ter, mas do qual sempre me afasto por me sentir muito mais confortável aqui no meu canto, nem aparecendo pra travar a batalha porque não vale a pena – afinal na minha batcaverna tem tudo que eu preciso e não quero ter trabalho.

evoluir e crescer fazem parte; podem nem dar trabalho pra alguns e na real nem deveria. a vida é simples, a gente que complica, por inúmeros fatores que a bem da verdade são muito idiotas. no final não dói nada. mas a raiva, a culpa e principalmente o medo se fazem sempre fortes aqui. e eu termino na mesma, como um brinquedo de corda quebrado que repete as mesmas frases choramingosas.

então estou novamente me educando, da minha forma. pesquisando e buscando meios pra pegar o Sabotador, esse puto. tentando entender como ele nasceu, isso é importante. e também qual seu modus operandi, porque em geral é um padrão repetitivo. eu quero encontrar ele e matá-lo, ou então tentar convesar com o cara, ficar amigo dele e fazer ele mudar de idéia, de atitude, deixar a porra do meu trem seguir em frente pras estações seguintes. e assim vai ter de ser, e tenho de fazer alguns sacrifícios, praticar e me esforçar, estar preparado pra não ter medo ou eu vou falhar de novo.

porque eu sei que quando pegar o Sabotador e tirar a máscara dele verei meu próprio rosto, uns 15 anos mais novo. preciso dar um abraço nesse puto.

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