ESCRITÓRIO NOTURNOTHE MAJORNECRONAUTA - O ALMANAQUE DOS MORTOSMSP - NOVOS 50

sonho 03.03.08

meu primeiro sonho depois de me mudar em definitivo pra São Paulo: era um outono quase inverno eu estava com a Flávia numa grande casa em bairro tradicional de santos que parecia uma mistura da Encruzilhada com Boqueirão.

era da Neide, amiga da minha mãe, que havia nos acolhido pra morar lá. do nada começou uma festa e foi chegando um monte de convidado que não conhecíamos. atendi a porta pro comediante Rafinha Bastos, que ali era filho da Neide, e fiquei atendendo todos na portinha de madeira. ao lado estava funcionando a versão tosca, bem típica de Santos, de uma casa de shows de rock, lotada.

mas era uma estrutura de casa residencial, com um quintal grande nos fundos, onde estava tendo show de uma banda de hardcore gringa muito pesada. de repente estourou um pau de louco e vários caras se refugiaram onde estávamos pulando o muro, a portinha de madeira e uma porta que fazia as duas casas se comunicarem.

dois dos caras que entraram de penetra foi o Jello Biafra dos Dead Kennedys, de dentes muito amarelos, e o Kurt Cobain, de cabelo mais curto e mais velho – que nunca tinha morrido, só se escondido dessa merda que é na real a vida sob os holofotes; ele tinha realizado tudo que as lendas dizem sobre Tupac e Elvis, estava só ali como anônimo curtindo, e se misturou à festa. aquilo me virou a cabeça e eu quis apresentar ele pra Flávia, mas sabia que não podia falar alto sobre o cara – e não conseguia escrever num papel a lápis o nome dele, sempre sumia. quando finalmente consegui ela não acreditou mas foi procurar.

enquanto isso deitei um pouco pra descansar e percebi um amigo cortando as unhas dos meus pés. achei muito estranho mas deixei, até que ou ele mudou de idéia ou aquilo era pegadinha: ele puxou minhas calças e me simulou um créu, no que entraram vários casais coroas da festa pra tirar foto daquela situação estranha, muito pro meu desgosto. saí com uma puta cara triste nas fotos. empurrei o cara e fui pra festa atrás do Kurt e da Flávia. ela conseguiu ver ele mas não sei se acreditou muito.

o show acabou depois de mais um ou dois princípios de porrada começarem. entrei na casa de show pela porta comum pra encontrar pelo menos o Kurt e o vi circulando lá no fundo. tentei ir atrás mas o quinta se unia indefinidamente à casas atrás, até chegar em uma favela que também era feira de rolo gigante, com gente trocando de tudo, incluindo sofás empilhados em pé e caixões. achei o lugar muito desagradável e fui voltando em meio à multidão que circulava ali.

e não vi mais Kurt, nem Jello, nem Rafinha, nem Flávia.

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