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BACS – O BACALHAU – 1975

finalmente achei stream desse filme brasileiro clássico e hoje em dia obscuro. é uma sátira ao TUBARÃO do Spielberg dirigida por Adriano Stuart, que fez vários filmes dos Trapalhões e foi visto ultimamente como o Capitão da PM Oswaldo Pontes em ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO do Zé do Caixão.

pelo que li na net essa cópia do BACS foi ripada de um VHS, por isso a qualidade ruim; não sei se o começo com a imagem em negativo tem a ver com isso. é uma chanchada escrachadona e deve ser vista como tal – pega a pipoca que é divertido. esse não passa nem no Canal Brasil e que eu saiba nunca saiu em DVD.

a trilha de Beto Strada você acha aqui ou aqui.

edit: putz, tiraram do ar muito rápido. assim que eu achar outra fonte coloco aqui.

BACALHAU (BAC’S), de Adriano Stuart. São Paulo, 1975.
Com Maurício do Valle, Hélio Souto, Marlene França, Helena Ramos, Dionísio Azevedo.

De todas as paródias brasileiras a grandes sucessos de bilheteria dos anos 70, a mais lendária é sem dúvida a nossa recriação de Tubarão, batizada sarcasticamente de Bacalhau ou Bac´s – só para tirar uma onda com o título original do filme do Spielberg (Jaw´s).

Um monstro marinho espalha o pânico entre os moradores de uma pacata cidade do litoral paulista. Depois que uma série de cadáveres (ou melhor, esqueletos) são encontrados na praia, o prefeito decide reunir esforços e caçar (quer dizer, pescar) o bicho. Um oceanógrafo português consegue descobrir que o monstro é na verdade o terrível Bacalhau da Guiné e usa pedaços de discos da Amália Rodrigues para atrair a criatura marinha.

Em diversas cenas do filme, aparece escrito na cauda do animal um incisivo made in Ribeirão Preto, cidade onde se localiza a firma de material náutico responsável pela construção da engenhoca, toda de fibra de vidro. “Apenas a cauda foi feita de cortiça, para uma mobilidade maior”, explicou um técnico. Na concepção inicial, alias, o bacalhau deveria ser movimentado por figurante Escondido no interior. “Só que ninguém teve coragem de permanecer lá dentro, devido à falta de ar”, comenta Adriano Stuart. “Mas até em uma superprodução como Tubarão o mecanismo eletrônico andou falhando. Por isso não me incomodo em dizer que o nosso peixe movimenta-se com finíssimos cabos de aço e fios de náilon”. Problemas mais grave enfrentou Stuart durante as filmagens. Ele e o mecânico bacalhau jamais chegaram a um entendimento harmonioso. Numa das sequências, por exemplo, o peixe deveria passar perto do barco de seus perseguidores. “Mas ele teimava em não obedecer ao comando. A certa altura, desisti de esperar, alterei o aquinaum, nadei até onde estava o bicho e matei o bacalhau a murros mesmo”. (Veja, 26/05/1976)

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