ESCRITÓRIO NOTURNOTHE MAJORNECRONAUTA - O ALMANAQUE DOS MORTOSMSP - NOVOS 50

Solo

poucas das minhas parcerias dão certo; a Flávia é a que mais deu certo, obviamente. nos outros campos a coisa complica pra mim. também não facilito: posso mudar de idéia rápido pro que a parceria precisa e ao mesmo tempo ter medo de mudança quando vem de fora. não tenho espírito de lierança, mais sugiro com certo receio do que peço [ou mesmo mando, o que nem vem ao caso]. gosto de ficar na minha fazendo o meu lance, do meu jeito. talvez o problema seja querer que as pessoas façam também do meu jeito. eu vejo um monte de gente que faz desse jeito e dá certo, mas quando tento implantar esse jeito é difícil aceitarem. quer dizer, alguns até entendem e aceitam, mas aos poucos algo acontece: o abandono. eu entendo que depois de um tempo a coisa pode perder a graça, é normal se a sua empolgação não é mais a mesma que a minha. mas aí o que vejo é cada um ir fazer a sua coisa, de um jeito igual ao que fazia antes comigo. as pessoas querem ter o seu, nada mais certo. mas… eu sou chato assim? bom, não vou saber, ninguém me fala. não sei se é medo de me ofender ou simples descaso, mas eu espero o mesmo tratamento que eu dispenso às pessoas. se eu sou transparente com você sobre tudo, porque você não me fala nada e simplesmente vai sumindo? poucas, pouquíssimas pessoas pessoas chegaram pra mim e disseram que não tavam mais a fim. a essas todo meu respeito. às outras, eu deveria dar o mesmo desprezo que recebo. mas eu sempre fico com cara de taco tentando entender, e esperando da pessoa uma resposta, uma posição. uma consideração. não gosto de elogio orgulhoso à solidão, mas nessas horas em que olho pro lado e não vejo quem tava ali andando comigo, só consigo pensar em seguir em frente sozinho. com mais dificuldade, mas sozinho. e ninguém faz tudo sozinho nessa vida. é difícil, mas às vezes tem que fazer sim. e seguir andando.

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