ESCRITÓRIO NOTURNOTHE MAJORNECRONAUTA - O ALMANAQUE DOS MORTOSMSP - NOVOS 50

Sonhos febris de uma noite de verão

Hã, é, o verão tá pra acabar, né, por mais que as noites paulistanas tenham sido friorentas demais. pior ainda pra quem estava com 39° de febre como eu ontem. um resfriado que rapidamente se transformou em gripe me derrubou forte. escrevei a última nota do dia pro omelete em câmera lentíssima, catando milho porque tudo doía, qualquer movimento me fazia me sentir um velho reumático – tive um ligeiro flashback de quando tive salmonelose em Balneário Camboriú no pior Ano Novo da minha vida. tô vendo que vou chegar aos 35 anos amanhã meio na merda mesmo, e não só por isso. mas 12 horas de sono depois e dei uma melhorada, a temperatura já baixou pra 37°, só falta continuar a me medicar e comer.

mas o interessante foram os sonhos febris nessas 12 horas. não foram exatamente pesadelos, mas sonhos bizarros que me colocaram em situações das quais eu não podia sair – pelo menos não como eu queria. primeiro eu acompanhava um jovem time de futebol num ônibus. minha mãe era a guia e havia família de alguns dos jogadores, minha vó estava junto eu acho. o ônibus ia pra cima e pra baixo e devia chegar num hotel na volta de um jogo – a gente passou por lugares desolados com mato alto, lugares de Santos que têm prédios mas que no sonho eram terrenos baldios.

depois eu vi o George Costanza. não lembro se ele saiu o ônibus quando este quebrou [e essa etapa do sonho terminou] mas ele tinha alguma ligação com aquilo, talvez por sua profissão de agente de viagens dos NY Yankees. ali ele estava com seu casaco vermelho de sempre e uma peruca. não aquela que usou em um episódio, mas uma em forma de cuia, e ele estava em um palco comentando que estava de peruca pras gravações, na verdade ele estava como Jerry Alexander mesmo. E era a volta do Seinfeld. parecia que eu assistia àquilo num palco ao vivo, mas estava passando na tv. vai ver eu estava na platéia. o apartamento o Jerry estava vazio e parecia bem mais amplo. a porta batia e um a um os personagens iam entrando sob muitos aplausos. Kramer estava meio calvo e com um mulletinho, seu cabelo em pé já era. podia ser um ensaio apenas e depois dariam um hairpiece pra ele também. a Elaine estava mais gata do que nunca [como se pode ver na sua última sitcom] e em determinada cena ela, claramente sob pressão de alguém, gritava que era Republicana. todos eles ali admitiam que eram coxinha de alguma forma [por mais que o Kramer não se encaixasse nisso] e o Jerry estava especialmente over-atuando. inclusive quando abriu a porta pra uma coadjuvante que parecia a Marisa Orth.

depois disso me vi andando por Santos, mais especificamente pela praia, atrás do Vegethus, o restaurante vegetariano em que mais vou [e que fica em São Paulo]. andei pelo jardim da praia, pela areia, por um trecho de terra batida que misturava essas duas coisas e tinha um curral de bodes cercado por arame farpado. de repente me vi de sunga e com o celular na mão, tentando achar informações sobre o restaurante no twitter, sem sucesso porque eu não conseguia ler direito, tudo parecia embaçado e não era só pela claridade. eu estava meio sem foco na visão [ó, subconsciente, poderia você ser menos óbvios nos toques que precisa me dar?] e não achava nada. cheguei a me deitar de frustração e fiquei de bruços fuçando o twitter, olhando pros lados pra ver se nenhum nóia chegava perto pra me roubar ele. alguém puxou meu pé e era um bebê – de macacão naquele calor – cujo pai estava à minha frente. levantei e continuei perambulando, muito confuso com toda aquela situação. mais ainda porque eu não lembrava onde estavam minhas roupas. havia deixado no busão do time? no teatro do Seinfeld? num armário de clube próximo à praia? em casa? eu não lembrava. mas aí achei a rua do restaurante [adoro quando as ruas – ou eu – se teletransportam nos sonhos] e tinha umas pessoas na porta mas ele estava completamente diferente, pelado. nada da decoração estava ali, pelo que pude ver de fora; era fim de tarde mas ele parecia fechado. comecei a ver algumas pessoas entrando pela saída e fui atrás. a hostess me disse que ele havia sido fechado mesmo. estranhei bastante porque tem [tinha] um bom movimento. perguntei o que era ali agora e havia se transformado em uma escola de balé [por mais que o espaço não fosse propício a isso]. agradeci e saí, pra ver várias famílias entrando, meninas com roupa de balé e agasalhos chegando com as mães. no fim achei outro restaurante numa rua próxima, de volta à praia, que era igual ao Gopala. acho que acordei quando eu ia fazer o pedido.

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