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A treta da tradução coletiva

translator traitor A treta da tradução coletiva

trombei com esse texto da edição temática da revista COM CIÊNCIA sobre Tradução. tenho pesquisado mais sobre o mundo aparentemente obscuro da tradução literária e parece que fazem trabalhos interessantes nessa Casa Guilherme de Almeida.

Não sabia que era possível uma tradução literária coletiva porque pra mim cabe ao tradutor transpor o estilo do original, uma tarefa que muitas vezes envolve recriação artística. mas parece que não só é possível como tem um pessoal usando isso como exercício:

No exercício de tradução, muitas vezes, é comum que o tradutor tenha dúvidas e, para dissolvê-las, converse com um ou outro colega com alguma experiência na área. A prática da tradução coletiva, no entanto, é rara. “Não é uma prática comum. Normalmente, se você analisar traduções de obras completas, principalmente ficção, o máximo que você encontra são dois ou três tradutores”, afirma Alzira Allegro, doutora em letras pela Universidade de São Paulo (USP) e orientadora de oficinas de tradução na Casa Guilherme de Almeida. Depois da experiência com contos traduzidos em duplas e trios, que rendeu pequenos livros ainda hoje expostos na instituição, Allegro resolveu arriscar algo mais ousado: a tradução coletiva de um único romance. Foram oito meses de trabalho a 36 mãos – o romance americano Ruth Hall, de Fanny Fern, traduzido por 18 pessoas, está em fase de revisão para ser publicado.
[...]
Mas, em uma coisa, traduzir coletivamente não difere de qualquer outra tradução, segundo os entrevistados: levanta igualmente a polêmica da fidelidade devida ao texto original. “A dificuldade é a mesma”, afirma Allegro. “Fidelidade é uma coisa extremamente relativa em tradução. Você está sendo fiel ao autor? Você está sendo fiel à sua leitura do autor?”, questiona. E explica: “Na tradução, a gente lida muito com uma coisa que chamamos de ‘perdas e ganhos’. Há coisas que são intraduzíveis, então você tem que perder. Mas há coisas que você pode acrescentar. O que importa é tentar resgatar o original tanto quanto possível em termos de registro de tom, de como o autor fala, de sutilezas, de recriar certas situações… tudo isso faz parte do processo”. David ressalta que, nesse quesito, o importante é o embasamento teórico escolhido para orientar a tradução: “Você busca equivalência no sentido. Tendo base numa teoria, você pode chegar ao mesmo resultado da tradução individual”.

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    hector lima

    Hector is a writer of Comics such as Sabor Brasilis, Mônica's Gang, Deathnaut, The Major and Zombingo. Edited the Goma de Mascar blog. Also a translator, DJ and content creator for websites and brands.

    Hector é roteirista de Quadrinhos como Sabor Brasilis, Turma da Mônica, Necronauta, O Major e Zumbingo. Editou o blog Goma de Mascar. Também é tradutor, DJ e criador de conteúdo para sites e marcas.

    Contact Email:
    hectorlima @ gmail . com

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