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Pegando um pouco da vida digital de volta com WordPress

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faz um certo tempo tenho lido – e às vezes comentado aqui – sobre minha posição quanto a dividir muita coisa da minha vida pessoal nas redes sociais. principalmente no Facebook, que tem práticas estranhas sobre uso dos dados de usuário e termos de uso que mudam a todo momento [meio na encolha] pra benefício basicamente do império de Zuckera.

já divido demais coisas sobre mim no Twitter e Google. minha vida praticamente está no Gmail – a ponto de eu usar os rascunhos do mesmo pra guardar links que quero ler mais tarde. é um esquema bem zoado, eu sei, mas me acostumei e gosto. nunca usei Delicious ou serviços similares, pouco mexi com RSS [mais quando fazia pautas pros blogs e sites nerds] e esse esquema lo-fi pra mim é prático.

quando acho que vale dividir uma informação rapidamente posto nas redes sociais, principalmente no Twitter. é a rede social mais legal que há depois do próprio Gmail, que dependendo de como você usa é sim uma rede social fechada para poucos amigos. o Twitter é expressão do momento, em tempo real, espontânea. é ali por exemplo que alguns amigos se sentem à vontade para falar o que quiserem sem ter parentes, colegas de trabalho e chefes fuçando sobre suas vidas.

por mais fresco que possa parecer um Twitter fechado é liberdade contra a opressão de um ambiente corporativo. você pode falar pajubá sem que um tio aponte “a lá o viado” ou fazer campanha pro Haddad sem que o supervisor diga “se liga nesse vermelhinho”.

no Facebook dá pra fazer isso também, mas é bem mais difícil e os cuidados são maiores. eu hoje o considero um meio caminho entre Twitter e Linkedin, a rede social profissional. não dá pra falar qualquer merda. e isso não é se esconder, mas ter mais controle sobre suas próprias informações. confesso que me dá um pouco de nervoso ver as pessoas criando no Facebook álbuns imensos com todas as fotos das suas vidas. mas cada um é cada um.

obviamente ele é um serviço muito prático e útil pra se manter em contato com as pessoas, ainda mais no caso de quem gosta de saber dos parentes com quem não têm contato normalmente. eu mesmo esta semana comprei meu primeiro anúncio no Facebook para promover a SABOR BRASILIS [os robôs venceram].

o preço disso é que você vai fazer parte do maior cadastro voluntariamente feito de pessoas do planeta – que pode ser usado pro que a empresa Facebook quiser. no caso é mais usado pra vender coisas especialmente para os seus gostos, mas achava divertida a teoria conspiratória que acusava o Orkut de ser um cadastro para entregar o planeta a alienígenas reptilianos ou algo assim. o mito continua.

porque sua mudança de status para “noivo(a)” vai te render um monte de anúncios sobre noivado no Facebook, e vários outros anúncios que sairão da mistura do seu status com as curtidas que você dá em fanpages, e posts dos amigos por aí; nas fotos de viagem que você posta, seu texto indignado(a) com alguma coisa. a Busca Social está aí pra mostrar que o Facebook sabe bastante sobre sua vida.

tenho saudade de quando muita gente que eu conhecia pela internet tinha blog. fiz boas amizades por conta de blogs legais, mesmo que fossem diarinhos pessoais. não havia nem o Friendster, então a maioria dos blogs no começo era sobre a vida de cada um, e até chegou a ser ter suporte confundido pelo gênero. o meu era assim, entre um post pessoal e uma notícia repostada, antes de 2005 [pois é, o arquivo mais antigo aqui é daquele ano mas o blog começou em 2001 manualmente, pelo Blogger em 2002 e pelo Blogsome em 2005 e desde 2011 aqui no servidor próprio].

enfim, comecei a achar que, além de dever postar mais aqui [como acontece ciclicamente], devia dar menos das minhas informações de graça pro Zuckerbot – e até mesmo pro Twitter, por mais que seja minha rede social xodó… então eu devia compartilhar no meu blog. para só depois usar as redes em meu benefício, para divulgar o que posto aqui. sim, o sistema de postagem é WordPress, mas em um servidor pago, próprio – o que posto aqui é meu [pelo menos até onde eu sei].

é bom todas pessoas que dividem traços de sua vida nas redes sociais terem a noção de que estão produzindo conteúdo para essas empresas de graça e o produto que está sendo vendido são os dados delas, como falei aqui.

o WordPress – até conceitualmente – segue uma linha de pensamento diverso disso, que eu acredito respeita mais o indivíduo, seus dados, suas opiniões, e não o vê apenas como público-alvo. ele não é uma rede social, apesar de ter recentemente copiado aspectos dela – do Tumblr, mais especificamente – em sua versão de hospedagem gratuita. mas isso aqui não é só uma exaltação do sistema de postagem, de empresa ou serviço algum.

é apenas uma longa [longuíssima, prolixa] introdução para o que deveria ser um post simples. quem me adicionou no Instagram vê as fotos que posto lá, em toda sua beleza vintage. mas eu parei de compartilhar os links das fotos no Twitter e Facebook. nessas redes mando links aqui para o blog, onde estão as mesmas fotos, devidamente embelezadas pelos filtros do “Insta” – que virou mais uma empresa do Markinho.

porque o plugin de WordPress Instagrate puxa automaticamente o que posto no aplicativo e cria um post aqui sem eu fazer nada. e duas fórmulas do IFTTT compartilham, também automaticamente, tudo que posto no Twitter e Facebook [com foto grande e tudo]. esse último ainda é meio lento e deve ter plugin que faz isso melhor. quando eu achar vou acabar integrando.

mas gostei de achar um esquema que automatiza essas funções chatas. se marcar ainda vou usar o Buffr pra automatizar repostagens em horários diversos pra pegar a audiência rotativa das redes. pois é, as redes sociais funcionam muitas vezes como a grade de horários da Televisão, com horário nobre e tudo. a diferença é que cada um tem o seu horário nobre. porque cada pessoa é um canal, se ela quiser. e pode querer ser um programa dentro de um canal caso ache melhor. no caso das minhas informações não rola.

não sei se construí bem a metáfora, provavelmente não. já passei de mil palavras aqui. é o cansaço, sabe? esta quarta saí tarde da agência, tive curso de manhã, almocei um sanduíche e senti uma fraqueza de leve que pode ser resfriado por conta do ar condicionado forte e umas notícias chatinhas, ou só cansaço. mas tudo bem, já jantei capelete gostoso e vou tentar escrever um pouco de roteiro pra depois escovar os dentes e ir dormir que tenho reunião pela manhã. e se você estiver lendo isso é porque consegui programar direito no WordPress o post pra ir ao ar.

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4 Responses to “Pegando um pouco da vida digital de volta com WordPress”

  1. taticont says:

    hec, eu uso o pocket e adoro. além de salvar todos os links com a opção de ler depois, offline, ele ainda deu uma melhorada nas funcionalidades de sharing (por email ou outras redes, até whatsapp e acho que wp tb, não tenho certeza pq acabei de atualizar no celular e ainda não vi com detalhes). talvez seja a rede/app que eu mais use – de forma útil mesmo. o ifttt tinha uma fórmula ótima em que todos os links que se postasse ou favoritasse no twitter iam direto pro pocket, mas pelo que entendi o twitter vetou. anyway, testa e vê se gosta :)

    • hectorlima says:

      opa, valeu mesmo pela dica, Tati! já me falaram do Pocket, vou atrás. no post eu defendo mais os blogs em geral [e o WP em particular] como espaço próprio e plataforma de expressão no lugar de redes sociais, mas sei que é um caminho meio sem volta usar o FB pela praticidade, audiência e contato direto com amigos, colegas e parentes. tô reaprendendo a usar as redes pra divulgar minhas ideias soltas postadas aqui. cada blog pode ser o lugar mais personalizado de quem escreve, mas aí depende do que a pessoa quer…

  2. Cadu Simões says:

    Hector, no site do Homem-Grilo eu uso um plugin chamado Facebook Photo Fetcher (http://wordpress.org/plugins/facebook-photo-fetcher/) para montar galerias de imagens no wordpress. Esse plugin basicamente faz o seguinte, ele pega um álbum seu do Facebook (tanto do seu perfil quanto de uma página sua) e exibe ele numa página ou post. Dá uma olhada como que fica: http://homemgrilo.com/galeria/ilustracoes/

    Talvez esse plugin lhe seja útil.

    E pra salvar links também uso o pocket. Além de ser super prático de salvar o links (basta um click), pra quem usa vários dispositivos com acesso a Internet como eu (PC, notebook, tablet e até mesmo a TV), fica fácil de acessar os links em todos eles.

    • hectorlima says:

      Valeu pelas dicas, Cadu, curti! Na verdade tirando foto de perfil e de capa eu não subo nenhuma imagem pro Facebook. O que aparece lá é reprodução via IFTTT do que subi pro blog. Venho tentando dar cada vez menos conteúdo pro Facebook e usado ele pra divulgar minhas coisas. Isso dentro do espírito desse post acima.


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