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Ajudei a revelar os mistérios da PATRULHA DO DESTINO no Comicpod, o podcast do Terrazero

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Dia desses recebi uma mensagem direta no Twitter: era o Pablo Sarmento me convidando pra participar de uma edição do Comicpod, o podcast do site Terrazero, chamada “Desbravando Orkwith” sobre PATRULHA DO DESTINO – RASTEJANDO DOS ESCOMBROS, o primeiro encadernado da fase de Grant Morrison e Richard Case no título dos heróis bizarros da DC Comics.

Topei na hora, como já sou pouco fã do roteirista escocês [quem me conhece sabe que se deixar falo direto sobre o trabalho ea figura dele], e o resultado você pode ouvir aqui, incluindo extras de fora da conversa “oficial”.

Além do Sarmento e de mim tem Felipe Morcelli e o Marcelo Grisa destrinchando a coleção de histórias que a Panini Comics acaba de lançar no Brasil com tradução do Érico Assis.

Esse é um gibi muito importante pro gênero de super-heróis em particular e pra mim em especial. Pros supers porque era final dos anos 80 [esse arco de história começa em 1988], o filme do Batman do Tim Burton estava batendo à porta, bem como o boom de vendas das revistas nos anos 90 – que desembocaria na criação da Vertigo, também da Image e outros fatos importantes.

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Porque mostrou que, em meio à simplificação das histórias que rolava na maioria dos títulos do gênero, era possível um autor então semi-desconhecido ir na raiz da criação daquele título bizarro e trazer de volta uma sensação de estranheza digna de pesadelo, causada por uma mistura maluca de referências literárias e audiovisuais, técnicas de escrita derivadas dos beatniks, um amor incondicional por aqueles personagens tortos e deprimidos – criando um mosaico surreal e pós-moderno que gerou bastante identificação em vários leitores que gostavam de coisas mais lado B, mais perigosas, por assim dizer.

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Pra mim, pessoalmente, além desses fatores teve a apresentação ao roteirista de ASILO ARKHAM, Grant Morrison, e sua persona pública de rockstar dos Gibis. por mais que eu já tivesse lido muito Alan Moore, o “Direct Currents”, informativo da DC escaneado abaixo, me mostrou pela primeira vez que era possível um criador de gibi ser nerd de super-heróis, ter referências literárias e musicais, e uma pose não muito diferente de alguém em uma banda. Até esse ponto da minha vida eu acredito que não admirava em especial nenhuma figura do Rock, por exemplo, mas ali eu tinha descoberto alguém em quem me inspirar. A editora aproveitou e promoveu essa imagem, até distribuindo um pôster brincando com um cartaz de “Procurado” [também reproduzido abaixo, de outro site]. Esse lado fanboy meu também está no podcast, haha.

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[clique para ampliar]

Estamos vendo muitos comentaristas de Gibi aparecerem – no Youtube, principalmente – mas o discurso ainda está preso nas avaliações em estilo de “resenha de consumidor”. Acho muito bom ver (e ouvir) gente produzindo conteúdo de Cultura Pop com um olhar mais aprofundado sem perder o lado divertido. Adorei participar do Terrazero / Comicpod. Mais uma vez, ouça aqui.

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